Boku dake ga Inai Machi

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Boku dake ga Inai Machi é a história de um rapaz pacato, aspirante a mangaká que possui um poder de voltar no tempo e com isso ele ajuda, quando pode, as pessoas ao seu redor. Até que um dia, uma morte inesperada acaba fazendo ele voltar no tempo e resolver uns pepino para alterar o futuro. É eu odeio fazer sinopse, vai essa mesmo.

Originalmente um mangá serializado pela revista Young Ace, escrito e ilustrado por Kei Sanbe e anunciado como série animada para winter season de 2016. Boku Machi – como é conhecido, ou Erased em inglês – fez um excelente trabalho no seu primeiro episódio e fez com que as atenções se voltassem para ele, numa temporada que não tinha tanta coisa interessante para ver, no meu ponto de vista e gosto, ele conseguiu se destacar pelo primor técnico e uma direção consciente do que estava disposta a entregar.

Tomohiko Itou já trabalhou como assistente de direção, dirigiu episódios isolados e fez storyboards para alguns trabalhos interessantes como Claymore, Death Note, Monster e etc. Como diretor trabalhou no excelente Silver Spoon, no não tão bom, mas sucesso comercial Sword Art Online, em Seikimatsu Occult Gakuin que eu me lembro muito pouco e não terminei de assistir, então vou fazer a Glória Pires. E agora em Boku Machi, que poderia ter sido melhor se o roteiro não fosse cheio de coisa ruim, principalmente nas linhas temporais “futuras” ou melhor dizendo, quando o Satoru é adulto.

Nem tudo no roteiro é culpa do Taku Kishimoto (Usagi Drop), afinal de contas ele bebe bastante do material original, que até onde eu li tem certa semelhança nas reações estranhas dos personagens em certos momentos – episódio 5, Satoru correndo da polícia no primeiro episódio – então vamos dividir a culpa pro Sanbe também.

Os momentos mais acertados da série toda com certeza são os da infância. Nunca é engraçado demais, as reações dos personagens são bem naturais, mesmo Ken’ya sendo racional demais pra sua idade, não é uma coisa que destoa tanto a ponto de incomodar. Os personagens são carismáticos – o que isso se perde bastante na fase adulta, principalmente o Satoru – e o mais importante, você se importa com cada um deles, você sente de certa forma, ser cúmplice daquilo. A história caminha de forma interessante, a cama de gato que é formada entre salvar a Kayo e as demais vitimas é instigante e tem um desfecho que me fez vibrar, o episódio 10 é thriller puro.

Mas ai a gente volta pra fase adulta nos últimos episódios e aquela sensação de “ lá vem bomba” fica forte, apesar de agora, você simpatizar mil vezes mais com o Satoru adulto. E a bomba é real, o desfecho é ruim de doer, se o gancho pro episódio 11 fez você roer as unhas, o desdobramento disso faz você querer atirar a primeira coisa que tiver na mão pra bem longe, porque senhor, que diálogo ruim esse do Satoru com o Yashiro.

No geral é uma boa história, muito bem dirigida, e quando eu falo isso quero dizer que as vezes você compra algumas derrapadas da história, por conta do que o diretor faz com o resto e de como ele domina bem o tom da abordagem. É por isso que quando ele desliza feio você não consegue ficar indiferente. Acho que a história teria funcionado melhor se tivesse mais episódios. Enfim, fica ai a dica de um entretenimento bom.

 

Até a ressurreição de cristo, pq né, não sei quando volto a blogar.

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