Kyousougiga

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Inari, o sacerdote. Lady Koto a coelha-deusa. Yakishimaru, o humano imortal. Yase, o demônio, Kurama e a  protagonista Koto . Uma família abarrotada de diferenças e de personalidades únicas. Família essa que estava fadada a ser uma família-problema e no final das contas o sentimento que regia a vida de todos eles era maior do que qualquer diferença.

Basicamente é sobre isso que Kyousougiga trata,sobre os desencontros e reencontros de uma família toda torta, que apesar da distância, nutrem profundo amor um pelo outro. Eu decidi tirar o blog das teias e ao invés de fazer um texto todo técnico e cheio de firulas e otaquices, quis ser honesto com o que eu acabei de ver e deixar meus sentimentos falarem mais alto do que a escolha da paleta de cores maravilhosa no final do episódio 10.

Quando os ONA’s foram lançados eu pensei “ Que diabos está acontecendo aqui MAS WOW EU TO ADORANDO” – em capslock pra dar emoção-. E quando se iniciou o primeiro episódio da série pra TV, eu simplesmente fui pego pelas pernas com a forma minuciosa que começaram a construir e costurar o enredo. Tudo fazia sentido, e melhor, tudo carregava uma carga emocional trabalhada cuidadosamente, pra ser tomada em doses homeopáticas pra ninguém ficar triste demais, tudo na medida certa.

Personagens carismáticos, desde A e Un até o sínico e manipulador Kurama. Todos desenvolvidos de forma satisfatória, deixando apenas os personagens secundários com um desenvolvimento raso, mas isso não pesa em nada pra história. Você se projeta em cada um deles, projeta seus sentimentos, suas expectativas, suas esperanças. Você se torna parte da família e sofre a cada decepção ou revelação arrebatadora que é contada .Sorri e se enche de alegria quando todos estão reunidos e rindo de coisas bobas. Transborda ternura ao ver que o sentimento de todos ali é reciproco.

O Cuidado com a OST, com toda essa loucura visual, a delicadeza que a história é contada, tudo ali construído minuciosamente, mesmo que a verba pra realização não tivesse sido muito boa, é fácil notar o cuidado e carinho que os idealizadores realizaram a série. Tudo isso pra no final você olhar através do espelho e se perceber, se aceitar. Nascer e morrer todos dias. Renascer. Olhar pra situações adversas e dizer para si mesmo que você pode, mesmo que aparente não poder. Kyousougiga traz à tona as diversas facetas do ser humano. Ninguém é puramente bom e nem genuinamente mal. Todos são humanos imperfeitos, carregados de culpas e desculpas, de egoísmos e egocentrismo, e mostra que a imperfeição torna tudo mais bonito, o deslocado também é feliz, e que a morte não precisa ser um fim.

Definitivamente é a série que você não pode deixar passar , se você gostou de Uchouten Kazouku, vai se deliciar com Kyousougiga.

 This is a tale of a particular family, a tale of love and rebirth.(441)

Leia também:

Uchouten Kazoku (2013) – Conceito de Nova Família – ELBR

Falando de Kyousougiga- Netoin

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