Spring 2013: escolhas, apostas e impressões

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Não gosto de fazer impressões depois de assistir apenas um episódio (a não ser comentários semanais), porque seria um post no escuro (não tenho experiência em categorizá-los, e não “tenho moral” pra tanto). Também acredito que gostar de um anime não se restringe apenas a qualidade de animação, fanservice ou moda. Cada um acaba tendo percepções e influências diferentes de uma mesma série. Um anime que pode ter mudado minha visão de algo, me feito chorar, rir e me envolver com a história pode ter sido tão passageiro para você como buscar pão na mercearia. Ou tão ruim quanto bater o mindinho no canto do pé da mesa.

Já levantei na resenha de SAO duas questões sobre gostar de uma obra. Tem a ver com a quantidade de animes e a sequência em que assistimos eles. Se já vi muitas séries de comédia romântica, óbvio que serei mais exigente com animes do gênero (sempre tem o Déjà vu para atormentar, também). Se algo é novo para mim, logicamente vou ficar de guarda alta, prestando atenção e absorvendo tudo o que puder.

Outra ponto também é o famoso “efeito halo” ou (“primeira impressão é a que fica”, brasileiramente falando). Uma história pode começar bem movimentada e sossegar perto do fim. Ou o contrário. Ou ficar variando toda hora. Muitas vezes não suportamos um choque desses (vide School Days). Além de fatores pessoais e sentimentais, avaliar uma obra também depende de seu ponto de vista (se vai analisá-lo individualmente ou como pertencente a um gênero/estúdio/autor). Resumindo, a tarefa de um blogueiro não é fácil! ~ou talvez me falte experiência, sei lá… LOL

Outro motivo da demora para fazer é por estar formulando um post para Hunter x Hunter (novo arco chegando, vida nova, tudo novo haha). E mais uns posts genéricos a caminho também. Aguardem. Agora vamos ao que interessa.

Não vou prometer assistí-los todos logo quando saírem nos quality subs (alguns podem acumular para as férias, ou serem droppados, nuca se sabe). Mas é certo que pelo menos dois ganharão resenha. E os escolhidos dessa temporada foram: Aku no Hana, Arata Kangatari, Dansai Bunri no Crime Edge, Hataraku Maou-sama!, Karneval, Oregairu, Red Data Girl, Shingeki no Kyojin e Suisei no Gargantia. Será que conseguirei acompanhar todos esses, e ainda dar conta dos atrasados/ainda em exibição? Só o tempo dirá! ~façam suas apostas

Vou dividir as impressões em três tópicos: O primeiro será “Efeito halo”, com uma frase que resuma minha impressão do anime, o segundo será “Déjà vu”, que conterão nomes de obras que me vieram a memória (pode servir como recomendação, talvez). E por último o comentário geral. Fácil não? E vamos por ordem alfabética, que será mais justo.

Aku no Hana

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Efeito halo: Contrariando expectativas e criando uma identidade

Déjà vu: Mirai Nikki, School Days e um pouco de Onani Master Kurosawa(?)

Comentários: Não li o mangá, então não era uma estréia nem ao menos imaginada por mim. Quando vi os posts dos parceiros dizendo que o original era bom e que mal podiam ver a hora da estreia, fiquei curiosa. Mas antes mesmo de assistir, deparei-me com comentários no facebook crucificando o character design (em sigilo até então) e fiquei receosa. E agora, vejo por mim mesma ou deixo quieto? Como sempre, quis conferir. Sinceramente, achei genial o fato do diretor usar um estilo diferente e que não pudesse ser comparado com outros (imagine se algum personagem se parecesse com o de algum anime bem moe? Seria estranho). Afinal, o que vale aqui é a história e os conflitos entre os personagens, que convenhamos são bem inquietantes (e indigestos por vezes). A música de encerramento é bem marcante, passando aquela sensação típica de um pesadelo (estar fugindo de algo num estreito corredor, com medo de olhar para trás, mas sabendo que o “algo” está se aproximando cada vez mais) é arrepiante. Só esses dois episódios que assisti foram suficientes para garantir minha fidelidade com a série.

Arata Kangatari

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Efeito halo: alguns elementos da “saga do herói” regada a boas japonesices

Déjà vu: Fushigi Yuugi (mesma autora), X-tv, e Magic Knight Rayearth

Comentários: gosto desse tipo de história, por isso já imaginei o potencial que a série poderia ter. Mundo de fantasia + lutas + conflitos internos do personagem principal é escopo para uma boa trama, isso se ela for bem executada . Por isso, me decepcionei um pouco com a direção em alguns pontos. Os cortes e ângulos de câmera (principalmente no segundo episódio, na cena do julgamento, os cortes pareciam slides) me irritaram, pois até uma leiga como eu sei que poderiam ter feito melhor. Isso compromete o envolvimento de quem assiste. Vou continuar assistindo, mas espero que os próximos episódios melhorem nesse aspecto. A música de abertura é boa, mas a combinação das cenas a deixou insossa e genérica demais.  O encerramento é melhor (adorei a música), mas emana implicitamente uma aura shounen-ai tão grande que pode não ter agradado alguns. Bem, eu gostei né #confessa

Dansai Bunri no Crime Edge

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Efeito halo: cabelos, cabelos, tesoura, cabelos, cabelos, sangue. Ah, e cabelos

Déjà vu: GOSICK, Mirai Nikki (again), e Edward Scissorhands, claro

Comentários: sabe o sentimento de ler uma obra da Segunda Geração do Romantismo? Pois é. Sublime e grotesco se mesclam. A mulher é vista como algo inatingível, consquistá-la é quase que um sonho. Falta autenticidade ao personagem principal. E claro, mortes e fetiches estranhos. Mas a trama de Dansai Bunri não se restringe a isso, e acho que até o final da série esse anime vai trazer várias sensações diferentes ao espectador.

Hataraku Maou-sama!

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Efeito halo: paródia de Maoyuu Maou Yuusha? (que nem terminei de assistir, diga-se de passagem)

Déjà vu: Binbougami ga!, Maoyuu Maou Yuusha, Suisei no Gargantia (os dois criaram novos mundos / idiomas e mostraram isso muito bem)

Comentários: como não rir? COMO? Ainda bem que conferi essa série, que subestimei a princípio. Algo parecido ocorreu quando fiquei no dilema de assistir ou não Binbougami ga, com medo de ser uma comédia forçada. Só que não (algumas piadas foram previsíveis, mas como disse no começo do post, deriva do fato de já ter visto muitos anime do gênero). A animação é boa e os personagens muito carismáticos, o que deixa um gostinho de quero mais no fim de cada episódio. Se continuar assim, esse será o “mineirinho” da temporada (aos poucos conquista muita gente).

Karneval

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Efeito halo: circo, bishies, lutas, quimeras e luzes estroboscópicas. Ah, e Gareki *-*

Déjà vu: Pandora Hearts, [K], Tegami Bachi (Gareki e Jiggy Pepper, separados no nascimento)

Comentários: Esse eu estava na espera, já que li o começo do mangá e achei a história promissora. Certo, é josei / shoujo (até agora não sei qual, cada lugar diz uma coisa) e a fantasia é muitas vezes um adendo e não algo explicado na trama, mas existem exceções (vide o mangá After School Nightmare). Espero que Karneval seja umas dessas exceções, o que é duro de acreditar se tivermos apenas uma temporada (já que o mangá ainda está em publicação). No mínimo, um anime gostoso de assistir e com um design distinto dos demais da temporada. Me conquistou.

Oregairu (Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru)

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Efeito halo: ensino médio, conflitos da vida em sociedade, diálogos reflexivos e comédia cotidiana/romântica, clube sempre tem um clube Mais um anime com o nome maior que o número de episódios (provavelmente, já que não confirmaram ainda)

Déjà vu: Toradora!, Chuu2, Bakemonogatari, Kokoro Connect, Clannad

Comentários: Na sociedade atual, onde tudo é fugaz, efêmero e descartável, como confiar nas pessoas e nas suas atitudes conosco? Conhecemos uma pessoa na escola, mas será que seu comportamento é assim o tempo todo? Ou será que ela criou uma máscara que garantisse sua zona de conforto e que eclipsasse seus defeitos e temores? Devemos nos render ao grupo e tornarmos só mais um, ou ser um “lobo solitário” que não interage com os outros?

Por trazer todas essas questões a tona (com as quais me identifico #confessa), Oregairu já me conquistou. Como fã de slice-of-life, os diálogos longos e piadas simples não me desmotivaram no decorrer da trama. Abertura e encerramento muito bonitos.

RDG: Red Data Girl

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Efeito halo: uma garota que é uma espécie ameaçada? Essa eu quero ver.

Déjà vu: Natsume yuujinchou, Fruits Basket, Inu x Boku, Ghost Hound ~e tudo oriundo dos trabalhos atuais do PA Works

Comentários: design muito bonito, personagens apresentáveis e uma trama fantasiosa baseada nas lendas japonesas. É mais que suficiente para que eu acompanhasse a série. Ao mesmo tempo que a história parece familiar (principalmente com relação ao relacionamento entre os personagens) ela apresenta muitas peculiaridades e segue seu próprio ritmo (a história começa a movimentar a partir do quarto episódio). As cenas fluem e se conectam tão bem que quando percebemos o episódio já acabou.

Shingeki no Kyojin

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Efeito halo: “NOOOOOSSSSA!” “AI MEU DEUS DO CÉU” “TÔ COM MEDO!”

Déjà vu: Fullmetal Alchemist, Evangelion, Elfen Lied

Comentários: o que dizer? Não é a toa que o Guto escolheu esse anime para comentar aqui no ringochi. Há tempos procurava uma obra assim e assistirei religiosamente toda semana. Se continuar como nos dois primeiros episódios vai eclipsar a temporada atual e a seguinte também como most view. Super recomendado. E não esqueçam de acompanhar os posts semanais ^^

Suisei no Gargantia

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Efeito halo: humanos lutando pela sobrevivência. Choque de ideais, cultura e realidade de dois mundos. No entanto, os dois aprendem a cooperar quado a coisa aperta. E aperta muito.

Déjà vu: Guilty Crown, Kaze no Tani no Nausicaa (mascote no ombro, planadores) e o filme americano Waterworld (MUITA… MUITA semelhança ~os créditos pela descoberta são da minha mãe, pois eu nem lembrava da existência desse filme. Como já disse, minha mãe é fã de animes como eu ^^v)

Comentários: Gen Urobuchi é “o cara” do momento. Juntando seu script com o especialista em mechas Kazuya Murata (trabalhou em Code Geass, Eureka 7 e Gundam), já esperava coisa fina. Creio que mesmo quem tem aversão a mechas (o que não é meu caso) vai gostar da história, já que o foco não serão as lutas em si. Estou apostando muitas fichas nesse anime, e já tenho muitas teorias de como a série vai seguir (o segundo episódio já deixou a desconfiança de que Redo está no futuro, e não no passado). Técnicas de animação muito boas, muitos detalhes no cenário que fazem meus olhos brilharem de emoção. Até agora não tenho pontos fracos para apontar. Espero que continue assim #figuinha

E você leitor, quais foram suas escolhas, apostas e impressões dessa temporada? Comente aqui!

ja nee, com mais posts.

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