SWORD ART ONLINE – Resenha

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Realmente me surpreendi com toda a repercussão que SAO teve na blogosfera otaku. A culpa em parte é minha, já que não me interessei pela série ao ponto de querer saber tudo sobre a franquia, embora tenha continuado assistindo na esperança de ter minhas expectativas atendidas. Infelizmente não foi assim, acabou sendo um anime periódico para passar o tempo.

~ O que foi que você disse?

~ O que foi que você disse?

Se você é um dos fãs que endeusaram SAO nos comentários por aí, deve ter torcido a cara agora. Mas vou defender meus argumentos, e acho que até defender a opinião de muita gente (exceto os que só esculacharam o anime, isso já é outra história, às vezes acontece de termos um desgosto “pessoal” com uma obra ou outra, faz parte). Antes, terei que considerar umas coisas:

~ Lá vai a Kitsune de novo, vou comer um pãozinho que ganho mais.

~ Lá vai a Kitsune de novo, vou comer um pãozinho que ganho mais.

– Não sei se isso acontece com todos, mas a sequência e a quantidade são variáveis importantes com relação aos animes que assistimos, e acho que com qualquer outra mídia. E isso reflete muito em nossa opinião acerca de uma obra. Um exemplo: como já li muitos livros, filmes e séries de aventura, óbvio que serei uma espectadora mais exigente que não se contenta com a “receita de bolo” habitual do gênero. Agora, se surgir algo com o tema “Experiências em Química”, tudo para mim seria novidade (e eu ficaria totalmente boiando).

– A questão do gosto pessoal. Não podemos dividir o mundo em dois times: fãs e haters. Isso porque as preferências de alguém são, na maior parte das vezes, mutáveis e passionais. Ninguém expressa sua opinião como uma máquina, em probabilidades estaticamente comprovadas. Resumindo: ninguém tem absoluta razão, assim como todos merecem ser ouvidos (claro, com respeito mútuo e discernimento).

O que disse acima não se aplica somente a esse post, e provavelmente alguns discordarão do que disse acima (talvez até eu mude minha opinião com o passar do tempo). Mas espero encontrar pessoas que concordem com esse ponto de vista também. E agora chega de bancar moral, vou falar da experiência que tive no decorrer dos 25 episódios de Sword Art Online, já que é essa a proposta desse post.

~ Eeee até que enfimmmm

~ Eeee até que enfimmmm

O mundo de SAO e ALO

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 Achei o mundo de SAO (e o roteiro também) mais elaborado do que o de ALO. Eu sou do tipo que considera o ambiente um “personagem” importante em obras assim, e o mundo de SAO teve muitas mudanças boas de cenário, o que deu a sensação esperada de um jogo RPG. Já em ALO, realmente tudo ficou bem restrito, talvez por parte do enredo focado no resgate de Asuna e não mais a busca de finalizar o game. Ou falta de jogo de cintura da staff, talvez.

A dupla principal

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Tudo o que foi mostrado no primeiro arco já nos dava a ideia de que a história seria centrada em Kirito e Asuna (isso não justifica deixar os coadjuvantes excluídos .-.). Enfim, a conclusão “Kirito e Asuna formam um casal perfeito” é inquestionável na trama, o que deixa todas as cenas pseudo-haréns desnecessárias, em minha opinião (principalmente com a “irmãzinha”, mas não vou ficar filosofando sobre fanservice agora).

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As melhores cenas cômicas são graças ao relacionamento dos dois (ah vá rsrs), e não os achei um casal meloso/forçado. Um ponto para o Kawahara, então. Mas também houveram cenas desnecessárias, como a seguir:

~ A cena mais forçada do anime. (Putz, podia ter ficado sem essa, seus tarados por Shokushu)

~ A cena mais forçada do anime. (Putz, podia ter ficado sem essa, seus tarados por Shokushu)

Realidade x Isolamento Mundo Virtual

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Realmente foi o que mais me decepcionou no anime. E creio que isso é altamente pessoal, já que nem procurei saber o rumo que a história tomou na Light Novel. Eu esperava que o impacto que Kirito sentiria ao acordar depois de 2 anos no jogo seria maior, ou melhor dizendo, mais abordado na série.

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Afinal, milhares de pessoas morreram, e pessoas que foram companheiros durante o primeiro arco, então como o anime pode acabar com o grupo de amigos felizes sem trauma algum plantando “sementes de mundo” para que outras pessoas se isolem, fiquem distantes de quem as amam e tenham a ilusão de que vão encontrar seu “par perfeito” no mundo virtual (isso não é para todos, olha o que aconteceu com a Suguha).

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Sinceramente, não consigo compreender. Depois de pesquisar, descobri que no próximo arco, “Gun Gale Online”, Kirito irá investigar os casos de assassinato. Mas pelo o que li, acho que não será nada que me impressionará. Afinal, já está óbvio que o propósito da franquia é mostrar os mundos paralelos VR MMORPG (mais conhecido como Matrix hehehe). Ah, achei que a cena em que Kirito fica entre matar ou não o vilão Nobuyuki Sugo na vida real ficou devendo muito, também.

Conclusão

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Como disse no começo, foi uma série que conseguiu me entreter, embora não tenha me feito pular da cadeira e ficar ansiosa para o próximo episódio. A animação foi aceitável, e a trilha sonora casou. Não adianta tentar fazer uma análise profunda de um anime que tem objetivo totalmente oposto, portanto termino dizendo o de sempre: assista os primeiros episódios e veja se vale a pena continuar até o fim.

E por hoje é só,

Ja nee

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