Shinsekai Yori – Episódios 11 e 12

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Como o senhor Augusto está sem internet, cá estou eu para comentar os dois últimos episódios de Shinsekai.

O episódio não poderia ter começado de forma melhor, ao levar em consideração o que será trabalhado neste e no próximo episódio: a força de Saki. Mesmo que ela não seja a melhor usuária do Cantus, Saki possui uma imensa força psicológica/mental que a mantém nos trilhos. Mesmo tendo presenciado das mais terríveis cenas quando criança, ela consegue se manter sã.

Talvez por terem amado Shun, Saki e Satoru perceberam que alguma coisa estava errada desde o primeiro instante. O comentário da Saki mais velha sobre o olhar do Satoru, assim como quando Saki diz a Satoru que “ele não é a pessoa por quem nos apaixonamos” e a felicidade do Satoru ao ver que alguém o compreendia. São coisas pequenas, mas que deram um toque especial à cena.

O sonho da Saki foi belamente executado (assim como o episódio em geral), a animação, as cores, tudo combinava perfeitamente e ajudava a intensificar o feeling que o sonho passou. Nota 10 para a produção. Este sonho serviu também para desenterrar do baú (literalmente) mais informações sobre esse “lapso” de memória: o espelho que pertencia a irmã de Saki, Yoshimi.

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Mostrando mais uma vez que não é boba nem nada, Saki vai formando várias conclusões lógicas sobre a morte da irmã. A conversa da sua mãe que ela ouviu, o fato de parecer que sua irmã não conseguia usar bem o Cantus, e por que apagariam sua memória se ela tivesse simplesmente morrido. Essa parte me lembrou um pouco dos episódios 5 e 6, em que Saki e Satoru estavam na guerra, e ela se mostrou muito boa em raciocínio lógico. Esta é, sem dúvidas, uma das características que mais adoro nela.

Saki e Satoru vão explorando mais afundo o mistério de Ryou e X. Decidem, então, sair para procurar a casa do X, e descobrem anomalias causadas pelo Cantus de alguém poderoso. Queria muito que a Saki se lembrasse, pelo menos de alguma coisa, do que aconteceu no episódio 10 ao mencionarem “alguém com Cantus poderoso”, mas tudo bem.

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Maria, brilhantemente, percebe que o fato de terem somente cinco pessoas no grupo é estranho e questiona se não havia mais uma pessoa. O choque do pensamento que todos tiveram foi exatamente como deveria ser, como se tivessem recebido um tapa na cara. Mamoru, que é um personagem facilmente abalável, como já tínhamos visto em episódios anteriores, começa a demonstrar sinais de que está perdendo sua sanidade, fato que será fundamental nos próximos episódios.

E então temos o monólogo de Maria. Lindo, maravilhoso e belamente executado monólogo de Maria. A escolha das palavras, o sentimento que a seiyuu conseguiu passar, o modo como Maria pensa sobre o Mamoru, tudo. Foi extremamente lindo e essas palavras serviram também para explicar melhor o que aconteceria nos próximos episódios. Mas não posso deixar de mencionar  Saki e Maria abraçadas e se beijando e, de repente, vai o Satoru ali de beira abraçar junto e segurar vela. Foi meio que… estranho (?).

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Agora para a principal parte do anime. Fiquei muito tensa nessa parte, com mil e uma coisas passando pela mente e quase tendo um infarto de tanto nervosismo. A princípio pensei que iriam tentar matar todos, exatamente como a Saki disse, ou qualquer outra coisa que os meteria em problema. Se eu soubesse o que viria no episódio 12, com certeza poderia relaxar mais. Mas a revelação de que a avó do Satoru era a líder do Comitê de Ética foi completamente inesperado. E achei muito engraçado as duas duvidando do Satoru, perguntando se ele estava espionando-as.

Esse episódio não foi cheio de ação como o anterior, mas ele tem o mistério e tensão que se encaixou muito bem com o episódio passado. A fluidez do episódio em conjunto com a ótima direção fizeram com que o episódio passasse voando. Se pensarmos no episódio como algo isolado, ele não ofereceu muita informação, mas ao juntarmos com o episódio seguinte, perceberemos que este serviu como base para o que está por vir.

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O começo não foi tão assustador quanto eu pensei que seria. Com todo o clima de apreensão e nervosismo, pensei que a avó, Asahina Tomiko, fosse ser assustadora e tudo mais. Mas eu senti que ela foi bem gentil com a Saki, como se a estivesse observando e cuidando desde o princípio. E é exatamente isso o que aconteceu, um ponto para os produtores que passaram esse sentimento muito bem.

Confesso que nem tinha passado pela minha cabeça Tomiko pedir para a Saki ser sua sucessora como líder do Comitê de Ética. E apesar de o episódio ser praticamente apenas uma conversa entre as duas, ofereceu tanto respostas quanto mais algumas dúvidas. Um dos primeiros pontos foi que aprendemos sobre o Índice de Personalidade, e que o da Saki é impressionantemente bom. Pela preview do episódio anterior, e pelo fato de ela ser a personagem principal, já dava para perceber que ela tinha alguma coisa de especial. Tudo o que Maria falou no episódio anterior sobre a Saki é mais uma vez ressaltado pela avó de Satoru.

O segundo ponto foi a melhor explicação dos “Espíritos Malignos” e “Demônios de Karma”. Aquele garotinho do primeiro episódio e de algum outro episódio que eu não me lembro é um Espírito Maligno. Aparentemente, a grande diferença é que um Espírito já nasce mal e tem a violência grudada em seu subconsciente, enquanto um demônio surge pelo “vazamento” de Cantus, mesmo a pessoa sendo boa.

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Como uma fã de coisas assustadoras que eu sou, a forma como K despertou foi simplesmente maravilhosa. Os olhos de um garoto inocente se transformam nos de um assassino em um piscar de olhos. A professora levantando e sendo esticada naquele fundo vermelho (que acredito já ter visto algo similar em Shinsekai antes) foi ótimo. Quando K estava encurralando os outros alunos, aproximando enquanto ele dava aquela risada de dar arrepio e mexia os dois dedos como um verdadeiro louco foi um detalhe que me deixou com um sorriso de orelha a orelha. Acredito que passou muito bem a sensação de um psicopata. Em cinco minutos, criaram uma história de terror melhor do que vários episódios de muitos animes por aí que nem vou citar.

Uma das explicações para a existência dos Espíritos Malignos é completamente científica, e eu adoro isso, endorfina é liberada quando a pessoa mata alguém e com isso ela simplesmente não consegue parar. A outra explicação diz que é apenas para defesa, matam com medo de que alguém os mate e, por favor, não acredito nem um pouco nisso. É só escutar os risos do K ao perseguir as pessoas e fica óbvio que ele acha isso bem divertido ao invés de “com medo dos outros”.

Aqui também nos foi explicado o motivo da existência dos nekodamashis. A história de K foi o estopim para que o Comitê procurasse medidas para evitar o surgimento de outros Espíritos Malignos, mas no começo utilizavam os bakenezumis – e me pergunto se isso não tem nada a ver com o bakenezumi que Satoru e Saki viram quando estavam procurando pelo Shun, ou com os que apareceram nessa preview.

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Ao ouvir a história dos Demônios de Karma, Saki se tocou de alguma coisa, a história era triste demais para ela e ela não sabia o por quê. Se não me engano, ela ainda não havia chorado pela morte do Shun, e mesmo que não se lembre dele completamente, algumas memórias ainda estão em seu subconsciente. E ainda, essa é uma das poucas vezes que vimos Saki chorar desse jeito. Algo que será bastante explorado no futuro, espero eu, é a maneira que Saki encontrará para acabar com os Demônios e Espíritos. Que, pelo visto, só ela pode fazer.

E a parte mais engraçada dessa história. Maria, que no episódio anterior pediu para a Saki ter cuidado com o Mamoru, uma vez que ele é frágil, diz ao garoto (que já tinha ficado pertinho dos nekodamashis antes) que os nekodamashis vão vir pegá-lo. Sinceramente um deslize da Maria que, pelas previews, não duvidaria nada se fosse fatal.

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Acredito que o próximo episódio será cheio de ação e, talvez, vai lembrar um pouco a guerra com os bakenezumis. Na verdade, estive me perguntando se aquela guerra com os bakenezumis viria a ser de algum uso no futuro, e espero descobrir no próximo episódio. No geral, esse episódio foi muito bom, teve bem mais ação que o anterior, mas ainda trouxe mistérios e tensão. Na minha opinião, Shinsekai só está ficando cada vez melhor.

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