Shinsekai Yori – Episódio 5

“Asahina Satoru, Asahina Satoru, você violou as regras e foi até onde não deveria ir. E além disso permitiu que sua mente fosse envenenada por um demônio. O problema real , entretanto, é ainda mais pesado”

E assim abro o post com as falas do fim. Precisamente da prévia do episódio 6 e sim , isso é uma simbologia que o fim é apenas o começo, só que não.

Partindo do contra, o episódio deixou muito a desejar em algumas cenas isoladas e em diversas cenas em que seria necessário uma fluidez melhor para a movimentação dos personagens. Foi uma escolha de direção um pouco arriscada, mesmo tendo dirigido o episódio 18 de mawaru penguindrum- e muitos outros episódios de obra notáveis – aqui, Shigeyasu Yamauchi não foi nem um pouco feliz. Li em alguns fóruns de discussões, que foi uma experiência de experimentação – meio que deixaram ele fazer da forma que quisesse o episódio todo, como se não se importassem se ele fosse cagar ou não -. E cagou.

Fail~~~HUEHEUHEUEHU

Em prós, o background do episódio estava incrivelmente lindo aos meus olhos, tive que me segurar pra não sair dando print em tudo, algumas coisas com cara de esboço e outras bem detalhadas. A escolha da paleta de cores foi um tanto ousada, mas não fugiu da proposta da série. Se foi decepcionante ver alguns takes zuadissimos, foi extremamente orgásmico ver aquela ambientação tão incrível e absurdamente linda, tanto quanto a do primeiro episódio. O trabalho dos seyuus deve ser ressaltado nesse episódio. Yuki Kaji – que dubla o Alibaba e mais uma penca de personagens conhecidos por nós – me surpreendeu bastante, até porque eu não tinha me interessado em saber quem dublava quem, até então. Em nenhum momento você associa a voz dele ao Ouma Shu, por exemplo. Ponto pra ele, entretanto o destaque vai para Risa Taneda – que canta também a belíssima ending da série – que trouxe todo o pavor e medo em sua interpretação. A respiração ofegante e tremula foi crucial para deixar o clima sufocante e denso. Risa parece ser nova nesse ramo, mas com toda a certeza já conseguiu seu espaço e sua desenvoltura como Saki está me agradando muito.

Notei também que a A-1 não tentou se esquivar da violência ou da insinuação de sexo e isso é ótimo, porque andei dando uma olhada em algumas coisas que estão acessíveis e a série tem tudo isso – claro que é uma adaptação bem diferente em incontáveis aspectos com a adaptação feita para mangá – porém meu temor era que o estúdio se contesse para a obra ficar mais “suave”. Apesar das gritantes falhas técnicas o episódio seguiu muito bem, passou que eu nem percebi. Foi mais um corre corre do que necessariamente um clima de mistério, claro que o feeling denso e as pitadas de tensão continuaram, para nossa alegria.

O fato de bakenezumis estarem em guerra, não foi tão surpreendente, entretanto como os personagens vão lhe dar quanto a isso é o que instiga a ansiosamente esperar pelo episódio 6. Mas uma grande interrogação grudou na minha cabeça, qual é o propósito do Masashi em separar os personagens, quando isso poderia tirar muita coisa importante no desenvolvimento de cada um? Isso me deixou bastante intrigado e me fez dar um passo para trás, se for para um bem maior, vou aplaudir, mas se ele não conseguir segurar a barra de ter que desenvolver cinco personagens separadamente, vou até o Japão e mando ele pro inferno com doze facadas seguidas de decapitação, porque destruir uma obra que se baseia em tantos mitos, Simbologias,teses e provavelmente muito estudo da parte do Yusuke é uma ofensa quase que imperdoável, principalmente se for por uma interpretação muito distante da proposta original. Agora é esperar os próximos capítulos e torcer para que escolhas duvidosas sejam totalmente extirpadas da série, para evitar equívocos como os que houve nesse episódio.

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