Primeiras Impressões: Suki-tte Ii na yo

Nessa temporada temos 3 séries do gênero shoujo, e já que estou acompanhando todas elas, posso dizer que Suki-tte Ii na yo é a que possui a trama mais madura, chegando perto de um josei nesse aspecto. O traço também não é “bonitinho” como na maioria dos shoujos (o que despertou mais ainda a minha curiosidade), o que faz sentido para uma série em que o foco do enredo é o drama/slice of life e não a comédia, como em Tonari no Kaibutsu-kun e Kamisama Hajimemashita.

A história: Mei Tachibana não interage na escola, pois considera o fato de todos serem falsos, já que foi traída e teve seus amigos lhe virando as costas quando ainda criança. Numa confusão, ela acaba machucando Yamato Kurosawa, o cara mais popular da escola que acaba se interessando pela personalidade peculiar de Mei. Depois que Yamato salva Mei de um perseguidor e lhe beija, os dois começam a namorar. No entanto, Mei-chan fica insegura diante da aparência e fama de playboy de Yamato-kun, já ele sofre com o fato de não ser honesto com os outros e consigo mesmo. Entre esses desentendimentos, eles acabam fazendo aliados e inimigos que influenciarão seu relacionamento .

Sim, confesso que a sinopse nos dá a ideia de algo clichê, mas aprendi que sinopses realmente não são a melhor forma de julgar uma série. Já tiveram vezes que falei “Nossa, essa série deve ser phoda”, e me decepcionei depois. Como também já li certa sinopse e pensei “What the Hell?”, mas quando conferi a série se tornou uma de minhas favoritas. Portanto, muita calma nessa hora.

Vendo os primeiros 3 episódios, já dá para perceber os temas atuais presentes na obra: complexos de inferioridade, os padrões de beleza impostos pela sociedade (principalmente a japonesa, em que pele branca e magreza são tudo), o bullying, e o sexo na adolescência. Temas mais comuns como inveja, ciúmes e traição também têm seu lugar.

Quanto à animação, digo que superou minhas expectativas, vindo de um estúdio desconhecido como o Zexcs. Em um slice of life, uma boa fotografia, iluminação e timing são cruciais para evitar o efeito “massante”, que podem vir na maioria das cenas.

Não tenho nada contra séries fantasiosas e poéticas pois adoro muitas delas, mas  não podemos fugir da realidade o tempo todo. É isso o que todos esses shoujos “moderninhos” querem propor. Vamos ver como Suki-tte Ii na yo vai evoluir, quem sabe ele me faça acompanhar o mangá futuramente ^^

ja nee

Kitsune

Anúncios