AnoHana

Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai , ou apenas AnoHana. Ressentimentos, sentimentos reprimidos, relações abaladas e lágrimas, muitas lágrimas – tanto dos personagens, quanto dos espectadores.

Ficou em segundo lugar na premiação da Newtype em várias categorias – claro que seria, no minimo, difícil ficar em primeiro com o imbativél Puella Magi Madoka Magica – provando que é incontestável a qualidade da série. Dirigido pelo Tatsuyuki Nagai ( que foi premiado pela agência de cultura japonesa pela direção da obra), com o caracter desing por Masayoshi Tanaka, que já trabalhou em Bleach – isso explica o traço um tanto semelhante ao da série, mais evidente na personagem Analu. Pra quem não sabe ele é de 2011 e sim, eu não acompanhei a série quando lançada e assisti ela só agora, depois de um ano de seu lançamento e acho que isso foi um fator que ajudou muito na compreensão e na absorção de tudo.

Acho meio difícil comentar sobre a série sem colocar sentimentalismo nas palavras, afinal ela se trata disso, mas vou tentar ser o mais racional possível.

A história basicamente é sobre Menma e seu desejo, que de inicio ela “não sabe” qual é, mas ela tem. Como é óbvio desde o começo, Menma está morta e só quem é capaz de vê-la é o Jintan. Jinta Yadomi se tornou um garoto excluso ( um hikikomori ) devido a perda de sua mãe e logo depois Menma, o que lhe causou trauma que ocasionou em um grande estress, “impossibilitando-o” de ter uma convivência social saudável.

Enquanto eu pensava sobre como escrever uma resenha de AnoHana, passei pelos blogs que eu costumo sempre ler pra saber o que acharam da série como um todo, quando me deparei com essa palavra “hikikomori” – no blog do gyabbo- e fui ver o que significava e descobri que são japoneses que vivem em uma quase total reclusão social, devido a vários fatores e principalmente a forte imposição do perfeccionismo no japão. Tá mas o que isso tem a ver com AnoHana? Liguei um mais um e percebi, que como esse “fenômeno” é tratado como uma questão de saúde pública, talvez isso fosse mais um meio de falar sobre o problema e de alguma forma ser um incentivo pra quem sofre com isso de se dar a oportunidade de uma “cura”, porque é disso que a séria trata, de cura. E pelo simples fato da série ter tido uma certa importância na sua época de apresentação, eu até afirmaria se tivesse certeza que ela foi idealizada com essa ideia, se estiver sendo equivocado, já valeu a experiência de perceber uma coisa que talvez ninguém tenha visto.

Voltemos a série em si hoho. A morte de Menma e o afastamento de Jintan de tudo, naturalmente resulta em uma separação do grupo, seguindo cada um sua vida da forma que lhe melhor convém, tentando de uma forma ou outra se esquecer do “trauma”. Cada personagem carrega consigo alguma culpa por conta do ocorrido, uns diretamente ligados a morte, outros por conta de outros assuntos, mas cada um anda com a ferida aberta desde então, me passando a gritante necessidade de que aquilo cicatrizasse. Então temos o episódio que Matsuyuki é pego no flagra – toda travesti, mona aloka nn- vestido de Menma, foi no minimo um caso de obsessão profunda e que eu sinceramente achei que ele surtaria – para meu orgasmo cerebral- e talvez repetisse a morte da Menma, caindo no rio. Seria muito bom ver isso, traria uma densidade e um impacto enorme, mas a série não tem como proposta soar profundamente psicológica, mas sim sentimental. Tudo que é dito ali é carregado de um sentimento tão forte, tão intenso, que eu lacrimejei em diversos momentos. Acho incrível quando conseguem passar sentimento e o mesmo ser verdadeiro, quase palpável, sem parecer forçado ou movido por uma intensa vontade de emocionar. Está ali, está acontecendo é fruto de situações, de coisas mal resolvidas, de inveja, de uma necessidade de autoafirmação muito ridícula, mas que ainda assim faz sentido e que para mim não soou falso. Todos eles se empenham em realizar o desejo de Menma, movidos por motivações próprias e quando percebem que terem “ajudado-a” sem quererem realmente ajudá-la foi errado, somos levados ao apice da trama. Houve estress, desespero, raiva, terror, estava acontecendo ali uma dilaceração extremamente intensa das cascas que cada um colocou envolta do coração, não foi mostrado, mas enquanto eu assistia todo aquele jogo de verdades, eu conseguia imaginar o desgaste emocional que todas aquelas situações os proporcionaram. Li alguma coisa que toda aquela choradeira era um tanto desnecessária, mas antes de analisar uma obra com os olhos de um ocidental, você tem que ter a consciência que os orientais são em vários aspectos bem diferentes de nós, e isso é notório porque as vezes eles choram com aquele exagero todo, mesmo. O que pra mim não incomodou nem um pouco, eu sentia o desespero e a dor cada vez que eles gritavam, era o mertiolate na ferida, ou uma sensação pior. O momento “desidratei mas sobrevivi”, veio com os minutos finais. Jintan não podia vê-la mais, e isso o desesperou de tal forma que ele correu descalço no meio do mato gritando pela menma, querendo acreditar que aquilo era uma brincadeira e não que ela já havia sumido, encontram as cartas e a choradeira volta, mas agora em forma de dor, de perda e não de libertação. Confesso que chorei junto e não foi pouca coisa, e a catarse das minhas lagrimas foi na despedida da Menma, que achei que ela partiu triste, feliz por ter cumprido a promessa, mas muito triste por ir. “Vocês me encontraram” foi um adeus carregado de dor, talvez um até logo, mas ainda sim menlancólico, o que, apesar de tudo, foi uma das melhores cenas que eu já vi em dramas\slice of life.

O que dizer da OST, e da abertura e principalmente do encerramento? “Não paro de ouvir desde então resume muita coisa”. E já me considero fã number 1 da Ai Kayano, seyuu da Menma, que apesar de já ter ouvido o seu desempenho em outras personagens, foi totalmente crucial ela ter dublado a Menma, e ela fez um trabalho incrivél. Imagino o quanto deva ser incrivel ser seyuu, que basicamente é trabalhar como ator, mas com a voz. E eu sei muito bem o que um ator tem que fazer, tem que pesquisar, tem que entrar dentro daquilo que foi proposto, pensar como o personagem pensaria e carregar consigo todos sentimentos e sensações que o tal. E acredite, isso é muito forte,

Falling in love com a Ai )):

Enfim, acho que já tem linhas demais e é isso, assistam e se entreguem totalmente aquilo que estão vendo, embarquem totalmente no que está sendo proposto, isso vai proporcionar pra você uma experiência muito mais construtiva e importante, do que só ver por ver ou pra poder “resenhar” sobre isso, claro que sempre com senso critico.

 

PS: O post tá sendo revisado, eu como sempre vivo com uma falta de atenção enorme e tem uns erros ridiculos, but estou com preguiça de arrum ar agora, don’t judge me hehe :3

 

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