CLAMP e suas obras (Parte 1)

Como uma fangirl assumida do CLAMP, decidi fazer um post relacionando as obras e colaborações mais conhecidas do grupo, que receberam suas versões animadas.

Pra quem não conhece, o grupo CLAMP possui atualmente quatro integrantes, que são: Nanase Ohkawa, Mokona, Tsubaki Nekoi e Satsuki Igarashi. Elas trabalham em grupo (dizem que são uma espécie de banda de rock de mangá), aonde a função de cada uma varia de acordo com o tipo de obra, estilo e etc. Suas obras vão de shoujo/shounen até temas mais adultos.

Também possuem o título de “Rainhas do mangá” e atualmente, devem ter batido 100 milhões de volumes vendidos por todo o mundo. (no período de 1989 à 2010).

Aproveito para recomendar o post do site Revista Fantástica, que se chama: “Estúdio CLAMP: 25 anos de encantos e polêmicas” (para conferir clique aqui). Esse post analisa o tema de alguns dos mangás do grupo de acordo com as críticas sociais e/ou questionamento filosófico sobre o ser humano e suas relações, dentro de um tema em alta na época.

Bem, vamos a melhor parte ^^

Sakura Card Captors

Sou suspeita para falar de SCC. Pois adoro esse anime desde o tempo da TV Globinho (uma das ocasiões em que o anime se mostra melhor que o mangá em questão de enrendo/personagens, em minha opinião).

Pode-se dizer que meu gosto por animes veio depois de Sakura Card Captors, pois convenhamos o saudoso estúdio MadHouse (Death Note, HunterxHunter 2011) fez um ótimo trabalho ao adaptar a obra.

Do genêro Mahou Shoujo, conta a história de Sakura Kinomoto, que por acidente, liberta as Cartas Clow de um livro mágico encontrado na biblioteca de seu pai. As 52 cartas, soltas pela pequena cidade fictícia de Tomoeda, começam a trazer vários problemas, afinal, cada uma possui um poder mágico e agem por conta própria. Além do que as pessoas comuns não podem ver a forma real das cartas, somente sentem os danos que elas trazem. Assim, guiada pelo guardião Kerberos(apelidado depois de Kero), Sakura precisa capturar todas as cartas, usando um báculo mágico que também fora criado pelo Mago Clow.

Dividido em três temporadas e dois filmes, SCC realmente conquista. Desde o enredo, personagens (menção honrosa a Mei Ling Li, uma personagem que foi criada apenas para o anime, mas que fez toda a diferença), design, até o trabalho técnico da obra, SCC mostra porque é o trabalho mais famoso e reconhecido do CLAMP.

Blood-C

O anime mais atual do CLAMP (exibido na temporada de verão/2011), fazendo parte da franquia Blood (não possui conexão direta com Blood+, portanto). Com 12 episódios e um filme (ainda não disponível nos subs tupiniquins), tanto design quanto enredo foi feito pelo grupo. Conta a história de Saya, filha do dono de um templo de uma pequena e pacata cidade, que precisa derrotar os anciões, monstros sedentos por sangue.

Confesso que a princípio (e creio que aconteceu com muita gente), não apostei muito na obra, assistindo mais pelo “fangirlismo mesmo. Afinal, para uma série ser boa não é necessário apenas litros de sangue e cenas de luta com katana. É preciso um pouco mais, um “toque especial”, vamos dizer. E isso veio na reta final da história, quando tudo começa a fazer sentido, e todo o nonsense mostra-se deveras importante na obra. O resto é spoiler. Recomendado =)

Tsubasa Chronicles

Uma obra muito amada e odiada pelos fãs de CLAMP. Amada, pois nessa obra é possível encontrar praticamente TODOS os principais personagens de outras obras do grupo (os conhecidos Crossovers). Odiada, porque o anime não foi concluído, fazendo com que muitos fãs japoneses protestassem na frente do estúdio. É uma obra para os fortes fãs de CLAMP, pois muitas coisas, até mesmo no mangá, terminaram mais confusas que o final de evangelion (tá, nem tanto assim, rsrsrs).

Sakura e Shaoran, de SCC, estão de volta, agora, adolescentes. Mokona, de Guerreiras Mágicas e mais dois personagens, Kurogane e Fay (criados apenas para Tsubasa), estão em uma jornada em busca dos fragmentos da memória de Sakura, que tomaram a forma de penas. Para reuni-los todos, eles precisam viajar através de várias dimensões paralelas.

A história não deixa de ser interessante e divertida muitas vezes, principalmente para quem conhece as outras obras, e vê seus personagens preferidos novamente, com outra personalidade e em outro mundo. O traço do anime em si não me agradou, pois parecia infantil demais, algo que não acontece no mangá. Muitas cenas de luta foram suavizadas também, exceto as dos OVAs, que resumem dois arcos do mangá (e possuem um traço melhor, feito pelo estúdio I.G).

Dividido em duas temporadas e 5 ovas, é uma anime que deve ser assistido sem muito compromisso, justamente pelo fato da história estar incompleta.

xxxHOLiC

Um de meus animes favoritos. Pra início de conversa, o CLAMP criou xxxHOLiC como um complemento de Tsubasa Chronicles (resumindo, para entender um é preciso ler o outro). As duas temporadas do anime, no entanto, não seguem essa regra, apenas os OVAs mesmo. No entanto, a enredo de xxxHOLiC é muito bom por si só (e acho que o CLAMP deveria ter dado mais importância a obra)

O enredo: Kimihiro Watanuki é um jovem aparentemente normal, exceto pelo fato de ver espíritos e outros seres sobrenaturais. Enquanto foge de um desses espíritos, descobre que o único lugar em que eles não o perseguem é em uma casa de aparência antiga, espremida no meio dos prédios. Quando entra lá (contra sua vontade), descobre que aquela é uma loja que realiza desejos, qualquer um. A dona da loja, Ichihara Yuuko, explica que apenas aqueles que têm um desejo podem ver a loja, e que esse desejo será atendido dando-se em troca algo de valor equivalente (não é apenas uma lei da alquimia xD). O preço que Watanuki precisa pagar para que as assombrações deixem de segui-lo é trabalhar meio-período nessa loja, fazendo tudo o que lhe for solicitado. O que não vai ser uma tarefa simples.

Para quem gosta de animes que falam da cultura, superstições e culinária japonesa, esse é seu anime.

E uma novidade! No começo de 2013, poderemos conferir xxxHOLiC em uma versão live-action. SIM!!!

Essa é a segunda obra do CLAMP que ganha uma versão live (a primeira foi Tokyo Babylon, um filme extremamente difícil de encontrar).

Kobato

Outra obra com Crossovers, que já começam na semelhança dos personagens Kobato e Fujimoto com Sakura e Shaoran. O anime é bem diferente do mangá, em questão de enredo e da proposta em si, que me pareceu diferente.

A história é mais ou menos assim: Kobato tem um desejo (olha o desejo aí de novo, as garotas do CLAMP adoram esse tema). Para que ele se realize, ela precisa coletar “corações partidos” em um frasco (é uma metáfora, tá pessoal :P). Só que como Kobato vivia no mundo dos espíritos, ela simplesmente não sabe como se comportar e agir no mundo humano, o que rende situações hilárias, principalmente pelo Ioryogi-san.

É aqueles animes que te emocionam (chorei muito no episódio 13 e no final, embora ele seja filler), te fazem rir e pensar como às vezes as coisas simples são as mais importantes, e que muitas vezes são difíceis de conseguir, ou recuperar.

A trilha sonora e a animação são muito boas também.

Bem pessoas, é assim que a primeira parte dessa homenagem dedicada as “Rainhas do Mangá” termina.

Até a próxima 😉

Kitsune

 

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